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Todos somos extraordinários

Em 2012 foi lançado, no Brasil, um livro chamado ‘Extraordinário’, que conta a história de Auggie Pullman, de 10 anos, em seu primeiro contato com a escola. Na verdade, o que torna tudo isso um tanto quanto diferente para Auggie é que, por conta de uma condição genética rara, o menino apresenta uma deformidade facial e teve que passar por 20 cirurgias. Em 2017, foi lançada a adaptação do livro nos cinemas, que recebeu um título homônimo e encantou milhares de pessoas ao redor do mundo.

Não muito distante da realidade ficcional, muitas crianças hoje em dia passam por situações difíceis em seu cotidiano, onde elas acabam por sofrer agressões, seja na escola ou fora dela. Atualmente, chamamos tal situação de bullying, essa palavra vem do inglês ‘bully’ que significa ‘valentão’, e o sufixo ‘ing’ que representa uma ação contínua. Ou seja, trata-se de um quadro de agressões repetitivas, podendo ser de ordem verbal, física e psicológica. Tal situação, infelizmente, é recorrente em escolas, mas por que isso ocorre e o que podemos fazer para melhorar?

Entre os diversos motivos para a maior ocorrência do bullying nas escolas está o fato de que, é nesse local que os jovens passam a maior parte do tempo, interagindo com uma grande quantidade de pessoas. Isso resulta em um local no qual há os mais fiéis reflexos da sociedade e, sabemos que, a sociedade, em termos gerais é excludente e agressiva. Em uma visão geral, padrões são reafirmados dentro das escolas e assim, cria-se uma regra, a normalidade. Quem foge dessa regra é visto como inferior e sofre exclusão.

Não é novidade que essas agressões são extremamente prejudiciais para os jovens, podendo gerar ansiedade, depressão, crise do pânico e diversos outras doenças psicossociais. Para que o bullying ocorra cada vez menos nas escolas e, consequentemente, a sociedade torne-se um lugar melhor, é necessário que os professores e pedagogos fiquem cada vez mais atentos aos comportamentos dos alunos, também é de extrema importância que haja programas de conscientização com as crianças, sejam elas as vítimas ou não. O melhor caminho para a diminuição dos índices de bullying é feito de conversas e conscientização, tendo em vista que uma criança que o pratica, se for punida, pode ficar cada vez mais violenta.

Vale lembrar que nossa sociedade é plural, as pessoas são diferentes e não devem se enquadrar em um padrão. Somos todos extraordinários, não se esqueçam disso.

Beijos, Colégio SEAL.

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